Felipe Fulanetto

Santidade, impulso missionário

AVANÇO ESTRATÉGICO: RESOLUÇÕES DA PRIMEIRA CONSULTA BRASILEIRA DE PESQUISA MISSIONÁRIA

(ARTIGO PÚBLICO NA REVISTA POVOS E LÍNGUAS)

 

Avanço estratégico

Resoluções da Primeira Consulta Brasileira de Pesquisa Missionária

 

Desde a mobilização, passando pelo envio até o cuidado do missionário no retorno do campo, o movimento missionário e as pesquisas sempre caminharam juntos. A pesquisa missionária é o processo de consiliência com a Missio Dei, distinguindo-se das demais pesquisas acadêmicas.

O trabalho do missionário pesquisador busca discernir o que Deus fez e está fazendo, para também entender como podemos cooperar com Ele. Por isso, compreendemos o pesquisador como um obreiro, cristão, missionário, humano, com suor no rosto, mãos estendidas e pés na estrada.

De 29 de setembro a 02 de outubro de 2015, ocorreu a I Consulta Brasileira de Pesquisa Missionária, em Atibaia (SP). O evento foi organizado pela AMTB, Movimento Lausanne, Sepal e Martureo. Cerca de trinta participantes fizeram parte de um grande passo para o movimento missionário brasileiro. Diversos temas foram abordados na consulta, dentre eles: o panorama do cristianismo no mundo; metodologias de pesquisa; definições de terminologias; promoção de unidade das pesquisas com a AMTB e obstáculos para realização de pesquisas.

Um dos preletores convidados foi Todd Johnson, diretor do Centro de Estudos do Cristianismo Global (EUA). Todd foi o responsável por trazer o panorama do cristianismo mundial, definir as terminologias e desafiar os pesquisadores brasileiros à uma parceria internacional para ampliar o alcance de dados coletados.

Durante a consulta foi possível constatar que no Brasil é preciso amadurecer a prática e efetivação de iniciativas relacionadas às pesquisas, criando referências sólidas, formando mais pesquisadores e apoiando o desenvolvimento dessa área. Larry Kraft, missionário pesquisador da Servindo aos Pastores e Líderes (SEPAL) que serviu no Brasil, alertou que “se não tivermos dados corretos, teremos estratégias erradas”. Considerando essa afirmação vale ressaltar algumas das pesquisas brasileiras que tem fornecido importantes dados para o avanço missionário.

Uma delas é o Banco de dados das pesquisas indígenas da AMTB que tem direcionado o trabalho nessa área durante décadas, indicando as etnias com maior necessidade e abertura à atuação missionária. A Aliança Evangélica Pro-Quilombolas do Brasil realiza uma pesquisa nacional para identificar as supostas 2.000 comunidades quilombolas sem presença evangélica. Outra iniciativa é o Projeto Fronteiras que concluiu em novembro de 2015 o mapeando das comunidades tradicionais do Estado do Amazonas onde 6.000 das 7.500 comunidades não tem uma igreja evangélica.

A pesquisa missionária não substitui o trabalho do Espírito Santo, mas ajuda a discernir a seara e prepara um caminho para servir formando um elo entre a teoria e a prática, a suposição e a convicção, as hipóteses e os fatos.

No final da Consulta, chegamos à conclusão de que é necessário alavancar empreendimentos missionários, promover suporte à igreja em missões e aprimorar a formação missionária com as pesquisas. Todos saíram com o compromisso de continuar o trabalho com excelência, criando um centro de pesquisas missionárias no Brasil através da AMTB, que unificará as diversas pesquisas e será a base de confiabilidade e informação para as igrejas e líderes.

 

 

Felipe Fulanetto

 

Pastor e missionário da Igreja do Nazareno, coordenador de pesquisa institucional da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (AMTB)

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