Felipe Fulanetto

Santidade, impulso missionário

SER NAZARENO É SER MISSIONÁRIO

 

O que queremos transmitir, de fato, quando falamos que um pastor tem visão missionária, que uma pessoa tem um coração missionário ou ainda que uma igreja é missionária? Qual seria a definição de alguém que lhe é atribuído a qualidade de ser missionário? Creio que podemos responder essa pergunta relatando a história da Igreja do Nazareno.

O avivamento em 1895 que gerou a Igreja do Nazareno, com apenas 135 membros fundadores, em um edifício comercial em Los Angeles, Califórnia, se propagou para mais de 159 áreas do mundo. Hoje, depois de 122 anos, a Igreja do Nazareno é o lar de mais de 2.4 milhões de membros adorando em aproximadamente 30.500 congregações locais[1]. E, como isso tudo foi possível acontecer em tão curto espaço de tempo? A resposta certeira é missões.

Países como Índia, China e Cabo Verde, foram alvos do avanço missionário desde o início. Nomes como de H. F. Reynolds, Carrie E. Taylor, George E. Berg, Juan José Díaz e outros, abriram as portas para os futuros missionários.[2] Susan Fitkin, a fundadora das Missões Nazarenas Internacionais (MNI), em 1915 começou o seu sonho de mobilizar a igreja para a obra missionária. Depois de liderar por três décadas e pessoalmente visitar dezenas de países; Susan se aposentou enviando no total de 1.763 pessoas como missionários nazarenos durante todo o seu ministério.[3]

Por tudo isso que posso afirmar que a Igreja do Nazareno é missionária na sua essência. Para um dos fundadores da igreja, Dr. Phineas Bresee, explicou em suas palavras, que “a razão pelo qual o movimento nazareno, desde o seu início, se envolveu com um programa missionário mundial, era que o movimento em si, era essencialmente missionário[4]. Com alegria podemos dizer que pertencemos a Igreja do Nazareno, uma igreja que na sua essência e fundação é missionária, e até o presente momento mantêm essa chama.

Nós, brasileiros, também temos um legado missionário a ser seguido. Somos frutos de diversos casais missionários que vieram nos servir. José Zito e Zilta Oliveira, Earl e Gladys Mosteller, Joaquim e Guilhermina Lima, James e Carol Kratz, Stephen e Brenda Heap; entre outros, são nossos missionários pioneiros no Brasil. Depois de todos estes anos, a Igreja do Nazareno no Brasil tem toda a capacidade para investir em missões. O Senhor tem nos agraciado sendo o terceiro país com mais membros do mundo. Juntos temos ampla estrutura física e capacidade financeira. Também temos líderes eficientes e maduros, sem contar os milhares de jovens nas mais de 550 igrejas no país. E, tudo isso, somente é possível porque famílias inteiras entenderam sua vocação missionária. Portanto, chegou a hora de fazermos missões, Brasil! Esta é a hora e o momento que o Senhor nos abençoou para não somente servirmos nossa região e América do Sul, mas irmos até os confins da terra. Essa é a nossa paixão, esse é o nosso dever, pois ser nazareno é ser missionário.



[1] Dados obtidos no site: http://nazarene.org/statistics acessado em: 18/01/2017

[2] REDFORD, M. E. & NOTE, Gene Van. Surge la Iglesia del Nazareno. Editora Casa Nazarena de Publicaciones, p.88-92.

[3] INGERSOL, Stan. Nazarene Roots. Editora Beacon Hill Press, p. 119-121.

[4] REDFORD, M. E. & NOTE, Gene Van. Surge la Iglesia del Nazareno. Editora Casa Nazarena de Publicaciones, p.71.  

 

 

 

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