Felipe Fulanetto

Santidade, impulso missionário

UM MODELO DE DESCANSO

 

 

 

“De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava” (Marcos 1:35)

Acordar, levantar, escovar os dentes, tomar café da manhã, pegar o ônibus da empresa, ler os e-mails, reunião com gerentes, fazer ligações, ouvir reclamações, ler mais e-mails, almoçar, voltar ao trabalho, ler mais ainda e-mails, fazer mais ligações, ouvir mais reclamações, pegar o ônibus de volta para casa, tomar banho, preparar o jantar, ir para o ensaio na igreja, voltar para casa, tentar dormir e ter insônia. Acordar, levantar, escovar os dentes; o restante você já sabe.

Parece que essa rotina de vida é algo atípica, não é verdade? Infelizmente não, a maioria de nós vivemos em um estilo de vida frenética e acelerada. Não conseguimos se quer parar para podermos descansar. Em realidade, acreditamos que descansar, tirar um dia de folga ou férias, é algo para fracos ou desocupados. Quão enganados estamos!

Deus nos deixou um modelo de descanso. Primeiro, quando ele mesmo descansou ao fazer toda a sua criação (Gn 2:2), e, em segundo, quando Jesus retirava-se constantemente para orar e descansar (Mc 1:35-39). A síndrome de Burnout, que é um estado de tensão emocional e estresse crônico provocado por condições de trabalho desgastantes, tem sido tão comum entre os cristãos no ministério como entre os profissionais nas empresas. Há vários sintomas que podemos identificar alguém que esteja sofrendo dessa síndrome: como agressividade, isolamento, mudanças de humor, dificuldade de concentração, falha da memória, ansiedade, tristeza, pessimismo, baixa autoestima e ausência no trabalho etc.

Tenho observado que homens e mulheres de Deus que desejam servir a Cristo com todo o coração tem a tendência de se sobrecarregar ministerialmente, pois aceitam as oportunidades que surgem na sua frente, ou por amor a obra ou por não saberem dizer não.

Quando eu estive na Indonésia participando do Encontro de Líderes Jovens Lausanne, depois de relatar todas as dezenas de ministérios que eu faço parte, o conselheiro indiano que estava ouvindo, virou para mim e disse-me: “Felipe, Deus já enviou seu Messias, Ele não precisa de outro”. E realmente Deus não precisa que nos esgotemos ao ponto de perdermos saúde, espiritualidade, paz e a nossa querida família.

Se você está nesse nível de estresse por tantos afazeres, te convido a meditar e reavaliar sua rotina, pois, primeiramente, devemos aprender o que não fazer, então, somente assim poderemos priorizar o que de fato devemos fazer. Não se envolva com tudo que lhe encanta, porque os brilhos dos nossos olhos nos enganam. Por fim, lembre-se, Deus não se preocupa com proezas, mas com a sua fidelidade.

 

Pr. Felipe Fulanetto

 

 

 

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